Presidente da Câmara Municipal de Boticas, Fernando Queiroga, participou em representação da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), no dia 14 de julho, em audição parlamentar da Comissão de Agricultura e Pescas, solicitada pelo Partido Social Democrata (PSD), sobre a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural, instrumento para planeamento das medidas de prevenção e combate a incêndios rurais.
O documento foi publicado a 28 de março de 2022 e desde então que está a ser contestado por várias entidades, nomeadamente pelas cinco comunidades intermunicipais da região Norte e pela Área Metropolitana do Porto (AMP).
Durante a audição, as entidades anteriormente referiras tiveram oportunidade de demonstrar o seu desagrado para com este documento que defendem que deverá ser suspenso por em nada favorecer as regiões do interior do país, uma vez que promove a desertificação e o desinvestimento das zonas rurais.
Fernando Queiroga, enquanto representante da CIMAT, salientou que “a carta foi desenvolvida por alguém no Terreiro do Paço, que não tem noção do território e muito menos vai ao encontro das necessidades das zonas rurais”, referindo que “o documento apenas contribui para o despovoamento e, consequente, desinvestimento no interior do país”.
Fruto da contestação das comunidades intermunicipais, dos municípios (através da ANMP) e de uma associação de vítimas de incêndios foi revelado no decorrer da audição que seria publicado o decreto-lei que suspende a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural, até ao final de março de 2023. De referir que o mesmo foi publicado hoje, dia 19 de julho.

