O Governo renovou o estado de calamidade, em todo o território nacional, até às 23h59 do dia 15 de novembro de 2020 e decidiu alargar a outros concelhos as medidas especiais que tinham sido estabelecidas para os concelhos com elevado número de contágios. Chaves, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar estão entre os 121 concelhos com medidas mais restritivas.

O mundo assiste a um crescimento acentuado de números de novos casos de contágio por COVID-19 e Portugal não é exceção. Sendo imperativo que se consiga controlar a propagação do vírus e impedir que o Sistema Nacional de Saúde entre em colapso, o Governo decidiu renovar o estado de calamidade e elaborar uma lista de concelhos onde o número de novos casos por 100 mil habitantes, nos últimos 14 dias, excede os 240 .

Após aplicação do critério de seleção dos municípios com maior número de contágios por habitantes, chegou-se a uma listagem com 121 concelhos onde, a partir de quarta-feira, dia 4 de novembro, passaram a vigorar medidas mais restritivas, por um período de 15 dias, sendo elas:

– Dever cívico de recolhimento domiciliário;

– Eventos e celebrações limitados a 5 pessoas, salvo se do mesmo agregado familiar;

– Teletrabalho obrigatório. Na impossibilidade deste, obrigatoriedade de desfasamento de horários;

– Encerramento dos espaços comerciais até as 22h00 (exceto: farmácias, consultórios e clínicas, funerárias, take away, postos de abastecimento e rent-a-car.);

– Encerramento dos restaurantes até as 22h30 (6 pessoas no máximo, salvo se do mesmo agregado familiar);

– Proibição de feiras e mercados de levante.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega já reagiu às medidas tomadas pelo Governo e afirma estar “absolutamente convencido de que dentro de quinze dias o cenário estará diferente para melhor”.