Técnicos informáticos de cinco municípios do Alto Tâmega e Barroso – Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar – participaram, nos dias 17 e 18 de outubro, em ação de treino em cibersegurança e desenvolveram capacidade de trabalho em rede. O Exercício foi realizado nas instalações da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso, e esta ação conta já com quatro edições. 

De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), entidade que organizou a iniciativa, em cooperação com a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), e com o apoio da Associação Nacional de Municípios portugueses (ANMP) e das 25 Entidades Intermunicipais Portuguesas, o Exercício Nacional de Cibersegurança teve um balanço muito positivo.

Durante dois dias, mais de 270 câmaras municipais participaram, a partir das instalações disponibilizadas pelas 25 entidades intermunicipais, na ação do CNCS, cujo objetivo foi analisar o grau de maturidade das autarquias, bem como testar a sua capacidade de resposta a incidentes e proficiência na aplicação do Regime Jurídico de Segurança do Ciberespaço.

Foram perto de 1000 pessoas, diferentes departamentos, entidades e autoridades a trabalhar em rede para aumentar a capacidade de resiliência dos municípios, com o objetivo de dar resposta aos desafios propostos pelos três cenários criados:

1- Cenário de ataque coordenado de ransomware, para o coordenador do CNCS, Lino Santos, “a grande preocupação do momento”, que exploram o elo mais fraco de uma infraestrutura, muitas vezes o fator humano;

2- Cenário que procurou comprometer os serviços centrais prestados pelas autarquias, nomeadamente serviços online;

3- Cenário mais avançado, que conduziu a uma situação de crise, no qual foram afetados os sistemas de mobilidade e de energia de alguns dos municípios com projetos de cidade inteligente.

Desta quarta edição do Exercício Nacional de Cibersegurança sairá a apresentação de resultados e a emissão de um relatório.

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