O centro de diagnóstico à COVID-19 do Alto Tâmega, localizado no Centro Cívico de Chaves, iniciou hoje funções, com capacidade para 50 testes diários. O Centro estará aberto de segunda a sexta-feira.

 

Recorde-se de que este Centro de Diagnóstico à COVID-19 resulta de uma parceria entre a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT) constituída pelos municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar e os Laboratórios Germano de Sousa.

 O centro de Diagnóstico iniciou funções esta quinta-feira, dia 2 de abril, um mês depois do surgimento dos primeiros casos de COVID-19, em Portugal. Nesta fase inicial terá uma capacidade para 50 testes diários, que poderá ser aumentada, se necessário. Este centro de triagem está aberto de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h00. À exceção da população considerada de risco e em que se considere fundamental a realização dos testes de despistagem, todos os restantes terão de ter uma prescrição médica para tal e agendar previamente o teste através de contacto telefónico ou via e-mail.

De salientar que apesar de este Centro de Diagnóstico à COVID-19 ter iniciado funções, precisamente, um mês após o surgimento dos primeiros casos do vírus, em Portugal, esta já era uma solução que já vinha a ser procurada nas últimas duas semanas, e que teve de aguardar a validação e a autorização da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte para que pudesse efetivamente permitir que os doentes da linha Saúde 24 pudessem ser encaminhados para este centro de triagem.

Segundo o diretor-geral do grupo Germano de Sousa, Manuel Magalhães, o objetivo da criação do centro de diagnóstico em Chaves é “promover a dispersão para tamponar zonas que ainda possam estar com baixo número de focos para que se em algum momento surgir um surto este seja rapidamente detetado”.

O responsável dos laboratórios, que num total de nove centros estão a realizar dois mil testes diários, e contam com 70 técnicos no terreno e um total de 900 colaboradores, explicou ainda que a vontade é de “realizar testes em maior número”, mas existem “limitações (…)precisamos de máquinas para fazer este processo, recursos humanos, que estão atualmente a trabalhar 24 sobre 24 horas, e a chegada de reagentes, pois há encomendas que estão para chegar e não chegam na data esperada”, adiantou.