Um relatório divulgado pelo Centro PINUS revela que o investimento na floresta da região do Alto Tâmega é insuficiente. Esta conclusão foi tornada pública, após uma reunião com a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), para discutir a receção dos investimentos do PDR2020 (Programa de Desenvolvimento Rural 2020), no território.

 

O Centro PINUS – Associação que tem por objeto promover a sustentabilidade do Pinheiro-Bravo na floresta portuguesa, contribuindo para o fornecimento de matéria-prima adequada às necessidades das indústrias da Fileira, acredita que tanto a CIMAT, como os seus municípios, poderão desempenhar um “papel ativo” nas florestas da região.

 

Segundo os dados da associação, no território do Alto Tâmega, 24,3% corresponde a floresta, sendo que o Pinheiro-bravo é a principal espécie registada, muito em conta por 14% da indústria transformadora da região estar dependente da madeira de pinho.

 

Os investimentos recebidos pelo PDR2020 foram também discutidos na reunião, por terem sido muito inferiores ao esperado – 5,4 milhões de euros, que correspondem a 3,4% do investimento aprovado a nível nacional.

Após o debate sobre o ponto de situação até ao momento, o Centro PINUS aproveitou a ocasião para trocar ideias sobre o futuro que se pretende para a floresta da região e deu a conhecer as medidas que desenvolveu e já propôs ao Governo, no contexto do próximo PDR. A proposta apresentada visa alterar a situação atual, que tanto prejudica a floresta do Norte e Centro do país, ainda que o novo PDR apenas fique disponível, entre 2022 e 2023, motivo pelo qual dizem ser necessárias alternativas de investimento de médio prazo.