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Designação da Operação: Implementação de Sistema de Transportes Adaptado à Procura para Territórios de Baixa Densidade (Transporte Flexível)

 

Código da Operação: NORTE-03-1406-FEDER-000066

Objetivo Principal: A promoção de estratégias de baixo teor de carbono para todos os tipos de territórios, nomeadamente as zonas urbanas, incluindo a promoção da mobilidade urbana multimodal sustentável e medidas de adaptação relevantes para a atenuação

Região de Intervenção: NUTS III Alto Tâmega

Entidade beneficiária: CIM-AT

Data de início: 01/06/2017

Data de conclusão: 31/05/2019

Custo Total Elegível: 273.434,12 euros

Apoio financeiro da União Europeia: FEDER – 232.419,00 euros

Apoio financeiro público nacional/regional: 41.015,12 euros

 

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

O sistema de transportes públicos não tem conseguido dar resposta satisfatória a uma parte significativa das necessidades de mobilidade da população, sobretudo no interior do País e em meio rural, face ao desenvolvimento das periferias urbanas e à consequente dispersão populacional. A falta de uma resposta satisfatória em situações de baixa procura tem, por isso, propiciado o crescimento da utilização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo e, em muitos casos, tem contribuído para limitar a mobilidade de pessoas, que por razões económicas, de idade, ou outras situações pessoais, não têm acesso ao automóvel para realizar as suas deslocações.

 

A dimensão populacional e o sistema de povoamento de baixa densidade da CIM do Alto Tâmega (CIM AT) refletem padrões de mobilidade e volumes de procura condicionadores de uma oferta de Transporte Coletivo Rodoviário (TCR) com níveis de serviço que satisfaçam as necessidades de mobilidade da população, designadamente, no que se refere às deslocações quotidianas e de acesso a equipamentos, bens e serviços essenciais.

 

Com a criação de um serviço de Transporte Público Flexível (TPF), cuja operação deverá funcionar com base nos pedidos de deslocação dos utilizadores, procura garantir-se que as populações das zonas mais remotas tenham acesso a locais onde estão os serviços públicos e os principais equipamentos, já que com recurso a este serviço de transporte, procura assegurar-se não só a ligação entre os territórios mais periféricos e os centros urbanos de maior dimensão, como providenciar ligações concretas no interior dos aglomerados urbanos da CIM AT. É assim constituída uma alternativa efetiva ao Transporte Individual motorizado (TI), sendo expectável que o número de viagens efetuadas sob este modo de transporte, sofram uma redução assinalável.

 

A promoção da mobilidade sustentável e a adoção de boas práticas de gestão dos espaço público, tem como consequência reduções no consumo de energia, sendo que todas as questões atrás enunciadas constituem fatores de diminuição substancial do consumo de combustível (consequentemente redução das emissões de CO2), quando comparado com os consumos que atualmente se verificam com a circulação automóvel dos potenciais utilizadores do serviço de TPF. Neste sentido, entende-se que a presente operação terá um contributo muito relevante para a redução do consumo energético e redução das emissões de CO2 no domínio da mobilidade e transportes, entendendo-se como equilibrado o investimento previsto para a operação, quando comparado com a efetiva redução dos padrões de consumo energético atuais.

 

A constituição de um serviço de TPF, capaz de facultar elevados índices de conforto, e disponibilidade, assim como uma cobertura espacial e temporal adequada às reais necessidades dos utilizadores, impulsionará a adesão dos residentes ao TCR, captando potenciais utilizadores ao TI .

 

Para além da redução da quota modal do TI l, diretamente relacionada com a transferências de novos utilizadores para o TPF, é também expectável que a medida em questão possua um carácter integrador para com os restantes modos de deslocação mais sustentáveis, assegurado pela diminuição do volume de veículos automóveis expectável, em especial nas deslocações de curta/média distancia.

 

A redução de viaturas automóveis tem consequências não só ao nível da circulação e capacidade de fruição do trânsito (com diminuição do número de congestionamentos viários), como também na libertação de espaço público, outrora ocupado por espaço de dicado ao automóvel, que poderá ser redirecionado para outros usos pelos residentes.

 

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