Empresas e Instituições do Alto Tâmega, reuniram-se ontem, 15 de março, no Auditório do Forte de São Francisco Hotel em Chaves, para refletir sobre os desafios e estratégias que se colocam ao território na missão de atração e fixação de empreendedores.

A iniciativa, integrada num projeto SIAC (Sistema de Apoio a Ações Coletivas) em que são parceiros a Comunidade Intermunicipal e a Associação de Municípios do Alto Tâmega, contou com mais de 100 participantes e versou sobre dois temas principais: os desafios e estratégias com que o Alto Tâmega se debate em matéria de retenção de empreendedores, e a incubação de empreendedores enquanto instrumento de atração e fixação.

O Professor Ramiro Gonçalves, 1.º Secretário da CIM-AT, fez um breve retrato demográfico e económico do território, contextualizando assim os desafios que o Alto Tâmega enfrenta em matéria de empreendedorismo e de fixação empresarial. Na sua intervenção, fez ainda uma breve apresentação do projeto “Atração e Fixação de Empreendedores no Alto Tâmega”, que para além do Mapeamento de Alunos Universitários Oriundos do Alto Tâmega já realizado, prevê ainda consolidar uma rede regional de apoio ao empreendedorismo retomando a iniciativa Alto Tâmega Empreende, criar uma bolsa de mentores regional e implementar o concurso “Empreender no Alto Tâmega”.

Num segundo painel, os convidados Carla Montargil (incubadora Partnia Startup Caldas), José Adriano Pires (coordenador pró-presidência para o Empreendedorismo e Inovação do IPB) e António Montalvão (Secretário-Geral da ADRAT), debateram a importância das infraestruturas de incubação, no apoio ao empreendedorismo, realçando a necessidade de um trabalho profissionalizado, contínuo e de grande proximidade com os empreendedores.

Os responsáveis políticos, Fernando Queiroga – Presidente da CIM-AT e Nuno Vaz – Presidente do Município de Chaves, realçaram também a profunda relação entre demografia e economia, e a necessidade de todos os atores do território concentrarem esforços, no objetivo da atração e fixação de empresas e empreendedores, de forma a quebrar este ciclo vicioso negativo, manifestando o profundo compromisso dos seis municípios do Alto Tâmega com este desafio.